A Cabana – William P. Young


capa do livro A Cabana

A Cabana – William P. Young

Editora Sextante – 236 páginas

Pontuação: 1 (mas foi praticamente um abandono)

Depois de várias séries e trilogias, um livro único pra variar, que no fim das contas eu não gostei muito. Pra dizer a verdade, não sei se posso dizer que “li” o livro mesmo, porque, no fim das contas, pulei pro último capítulo. Então, de certa forma, é um livro que meio-abandonei.

Seu eu disser que não esperava um livro tão doutrinário, ninguém acreditaria. Porque, pra mim, um livro que ficou tanto tempo em 1º lugar de vendas, devia ter um foco maior na história do que na doutrina, seja ela de que religião fosse (na minha cabeça, né). Tá escrito, lá na quarta capa, “As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele”. Estava me avisando, mas eu não “ouvi”.

Depois de ler os 13 livros da série Deixados para Trás, em que você tinha um cunho religioso e doutrinário, mas que presava mais pela história do que em converter o leitor, juro que estava com outra espectativa com A Cabana.

O livro começa bem, com uma proposta de família feliz, filhos encaminhados, casa, lalalá. Quando é apresentada a razão para a tensão e o drama do livro a história fica interessante. Mas quando entra a parte fantástica, deus, espirito santo e Jesus numa cabana… confesso que meu interesse minguou.

Minguou por ser uma sequência de frases prontas, sugestões bonitas, tiradas de fossa, que chega a escorrer mel e amor do livro. E o mais presente de tudo é o excesso de repetição do “você tem que me amar, você foi criado para me amar”.

Foram esses excessos, as respostas e desculpas para questões filosóficas, e a própria narrativa do livro que me cansaram e me fizeram querer abandoná-lo. Por isso, pulei pro último capítulo e tive certeza que, pra mim, o livro é ruim. O final decepcionante me mostrou que A Cabana não me transformou em nada.

SPOILERS – estragando a surpresa!

Leia a parte abaixo por sua conta e risco. “Sublinhe” com mouse para mostrar o texto. (Se bem que não tem muita surpresa nesse livro)

Na verdade é mais um desabafo pra você que está curioso sobre o livro e quer ter certeza se lê ou não.

Uma das coisas que mais me incomodou é que logo no começo, o autor já diz que o personagem principal, Mack, quando era criança, assassinou o próprio pai porque ele era um alcoólotra e batia nele e em sua mãe. Então, no “futuro”, a filha caçula de Mack é sequestrada e assassinada por um serial killer em uma cabana (a do título), por isso o lance todo de ele ser deprimido. Daí Mack é chamado por deus pra ter uma conversinha, porque ele não tem mais fé.

O que eu esperava: que fosse uma prestação de contas, por ele ter matado o pai, a filha morreu, alguma coisa assim. Espiação, sei lá. Mas até onde eu consegui ler, num momento de muita tensão em que Mack tá batendo papo com Sofia, a representação da sabedoria de deus, ele não foi em nenhum momento culpado pelo assassinato do pai. Sofia diz que ninguém tem o direito de julgar o outro, de tomar decisões que afetem o outro por julgamento próprio. E eu achei que ia ser o momento para jogar na cara dele “Aí, foi tudo culpa sua!”. Mas não, é só pra você aprender que não pode julgar deus! A culpa dele no assassinato do pai, novamente, até onde eu li, não é levantada em momento algum. E isso meio que me revoltou. Ele não se sentir culpado pelo o que fez.

E no final, o cara volta pra casa, é atropelado (como assim?! depois de conversar com deus, e ele mostrar que tem amor pra dar e que todo mundo é importante e que não pode fazer nada contra O Mal), todo mundo acredita nele, como se fosse a coisa mais normal ir bater um papo com deus numa cabana, acham o corpo da filha assassinada com umas dicas de deus e ajudam a prender o serial killer. O ensinamento final do livro é “deus escreve certo por linhas tortas”.

Legal? Não, eu não achei.

Até a próxima! o/

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